A Equipe Pernambuco Imortal de corrida de aventura fez um de uma futura trilha/caminhada reconhecimento saindo da Igreja de Nazaré no Cabo de Santo Agostinho, PE. Descendo para Calhetas por uma trilha na mata, passando pela praia de calhetas e seguindo para a casa do faroleiro sentido praia do paraíso por trilhas e pedras a beira mar e terminando na igreja novamente.
Voltaremos em breve para refazer esse caminho com nossos amigos Imortais.
No dia 05 de julho de 2016 os Ciclistas
Rafael Martins, Paulo J. Bezerra e Leandro Brayner, compareceram na
empresa de transporte metropolitano Itamaracá transporte, localizada na Cidade de Abreu e Lima, PE. Com eles estavam os 2
troféus conquistados na prova ciclística de Aliança que foi
realizado no dia 03 de julho de 2016.
Na ocasião fomos recebidos pelas
senhoritas Lívia Amaral, Maria Amélia e Taciana responsáveis pela
diretoria de marketing da empresa e pelos motoristas Fredisom e
Renato, nossa presença na empresa tinha como objetivo a entrega
desses troféus aos motoristas e a própria empresa, essa ação tem
como objetivo o reconhecimento desses profissionais, o respeito que
os mesmos tem por nós ciclistas, e estreitar os laços de
aproximação com a empresa. A empresa Itamaracá é pioneira nos
cursos e palestras com seus profissionais em relação a harmonia no
trânsito entre ônibus e ciclistas.
Conversamos bastante e até surgiu
um convite para nós ciclistas realizarmos uma palestra no período
do curso que eles vão realizar, e também ela tentará junto com
seus superiores disponibilizar um ônibus para ser usado para o
transporte de ciclistas em uma prova dentro da região metropolitana,
pois os seus ônibus só tem autorização para rodar na região
metropolitana, não podendo fazer transporte interestadual.
Você compra uma bike nova e recebe uma caixa com o seu novo
sonho de consumo dentro. Olhando para a bicicleta, você tem quase
certeza que tudo está praticamente pronto, bastando instalar os pedais,
colocar o guidão reto e instalar as rodas.
Feito isso,
ansiosamente você veste uma roupa sai para dar uma voltinha de
inauguração. Andando com a bike, percebe que as marchas não trocam
direito, os freios estão ruins e os aros desalinhados. Ao passar pelo
primeiro buraco, o guidão gira na mesa e você quase cai.
A
verdade é que montar a bike na oficina pode parecer um desperdício de
dinheiro. Afinal, vai custar no mínimo 150 reais, aparentemente não
sendo condizentes com o valor cobrado para terminar um trabalho que está
quase pronto. Todavia, uma montagem bem feita exige diversas etapas
para garantir o perfeito funcionamento da bike, parecendo muito mais uma
revisão do que uma montagem.
Apertos em geral
Apertar
corretamente os parafusos de uma bicicleta é fundamental para garantir
sua segurança, principalmente quando falamos de componentes super-leves
de alumínio ou fibra de carbono. Mesas, canotes, trocadores, banco e
todas as outras peças possuem um torque correto de aperto. Caso você não
tenha um torquímetro, realizar este trabalho é arriscado. Como
resultado, são comuns os casos de espigas e canotes que quebram ou
escorregam da posição correta devido ao aperto inadequado, e aí o
prejuízo é certamente muito maior do que o valor da montagem.
Transmissão
Colocar
a corrente no tamanho correto e alinhar a a gancheira são passos
fundamentais para garantir o funcionamento dos câmbios. Ainda é preciso
conferir se o dianteiro está na posição certa, se as tensões dos cabos
estão perfeitas e se o cassete, coroas e polias estão apertados como
devem ser. Para o usuário comum, não faz o menor sentido ter uma
ferramenta cara para alinhar a gancheira, certo ?
Não menos
importante é a regulagem dos parafusos de limite dos câmbios, algo que
raramente é feito na fábrica e pode ser responsabilizável por derrubar a
corrente atrás do cassete, o que frequentemente destrói raios,
gancheiras e cambio.
Rodas
Se sua bike vem
com rodas de alta gama, muito provavelmente elas estarão montadas
corretamente. Porém, em muitos casos, as rodas de uma bicicleta nova
pode vir com a tensão incorreta dos raios, inclusive podendo ser causada
no transporte.
Com isso, além de ter um problema de alinhamento,
a roda fica mais suscetível à empenos. Caso algum dos aros entorte
demais, infelizmente ele terá que ser substituído. Alinhar um aro é uma
das tarefas mais complicadas da mecânica de bicicletas e, para falar bem
a verdade, conseguir uma montagem perfeita envolve talento e
ferramentas de alta qualidade para o mecânico.
Regulagens
Sapatas
mal colocada, pinças de disco mal centralizadas e conduítes longos
demais são todos itens que serão conferidos em uma boa montagem. Os
cubos, principalmente os que utilizam o sistema de esferas, também podem
vir desregulados de fábrica, sendo alguns muito presos e outros muito
soltos ou com folga. Com isso, sua bicicleta terá um funcionamento mais
preciso, o que tente a aumentar sua segurança, prazer ao pedalar e a
durabilidade dos componentes.
Experiência e Ferramentas
Você
tem todas as ferramentas para uma montagem correta ? Se engana quem
acha que basta um canivete allen. Desempenador de gancheira, chave de
raio, chave de cassete e torquímetro são outras ferramentas essenciais. E
a graxa para carbono ? Está na sua caixa de ferramentas ?
Experiência
também é importante. Já viu alguém perder um braço de pedivela porque
colocou a rosca do pedal desalinhada e forçou com a chave, criando uma
nova rosca ? Como dissemos, canotes, espigas e até mesmo quadro são
quebrados com alguma frequência pelo não uso do torquímetro.
Conclusão
Muitas
vezes, o valor cobrado por mecânicos experientes para realizar a
montagem de uma bicicleta parece não se justificar. Porém, tente ver a
montagem como uma primeira revisão antes de iniciar o uso. Afinal, ela
vai proporcionar para você uma bicicleta com funcionamento perfeito e
provavelmente aumentará o tempo até a primeira ida á oficina. Até
porque, bike nova funcionando como um relógio é uma das coisas mais
legais do nosso esporte.
Esporte aquático pode ser praticado nos cable parks
Sol, vento, calor, animação e
adrenalina. A combinação ideal para o início de uma atividade física
empolgante e que beneficia corpo e mente. Esse é o wakeboard, um esporte
aquático que está conquistando os brasileiros pelos benefícios que
proporciona, além da satisfação em praticar.
Realizado por meio de prancha sobre a água, o rider, como é chamado o
praticante no jargão da comunidade, segura um cabo puxado por uma lancha
ou por um cable, equipamento elétrico que já está começando a despontar
em inúmeros cable parks por todo o país. E o Brasil, cujas temperaturas
amenas e tropicais praticamente não descem abaixo do 20 graus, oferece
as condições climáticas ideias para a prática.
O
esporte pode ser praticado por crianças a partir dos quatro anos quando
puxado por barcos; já em cable parks, a idade mínima é de oito anos.
Foto: divulgação
Uma das características principais do wakeboard é sua versatilidade. O
esporte pode ser praticado por crianças a partir dos quatro anos quando
puxado por barcos; já em cable parks, a idade mínima é de oito anos,
obedecendo à legislação específica.
Com relação à saúde também os benefícios são maximizados pois trabalha a
musculatura do corpo como um todo – abdômen, região lombar, braços e
pernas, tonificando os músculos e propiciando o equilíbrio e a
consciência corporal. E os benefícios não param por aí. Educadores
físicos afirmam que o esporte melhora o humor, diminui e controla o
estresse justamente pela descarga dos hormônios ACTH e endorfina, que
liberados durante o exercício, levam à sensação de prazer e bem estar.
Apesar de não poder ser considerado um esporte de alta intensidade
aeróbica, o gasto calórico é de 450 calorias por hora, o mesmo que uma
caminhada na esteira.
Os cuidados básicos para quem quer iniciar a prática são os equipamentos
de segurança, como colete salva vidas e capacete para quem vai
ultrapassar os obstáculos. Outra medida essencial em nosso clima
tropical é filtro solar adequado ao tom de sua pele e para os mais
sensíveis, camiseta de manga longa de tecido apropriado, como lycra.
As origens
O wakeboard originou-se da criatividade de surfistas, que, em dias de
calmaria e nenhuma onda, decidiram usar barcos e lanchas para puxarem
uns aos outros. A lancha naturalmente cria uma ondulação na água chamada
marola, que oferece obstáculos naturais e dá nome ao esporte. Em pouco
tempo, os esportistas tomaram gosto pela coisa e a modalidade se
profissionalizou: surgiram pranchas próprias de menor tamanho, que
ganharam botas e presilhas, além de manobras cada vez mais ousadas, que
passaram a fazer parte do dia a dia.
Cable Parks
Os cable parks já caíram no gosto dos brasileiros e estão espalhados nos
quatro cantos do país: são mais de 15 parques em diversos estados,
geralmente com sua estrutura montada em torno de represas e lagos. O
sistema implementado no Naga Cable park, localizado em Jaguariúna,
interior de São Paulo, é um moderno mecanismo formado por 5 torres em
que cabos de aço são conduzidos por um motor elétrico, um dispositivo de
alta tecnologia que permite a prática de múltiplas modalidades
esportivas. E para aproveitar todo o potencial do esporte, obstáculos
são colocados em meio à água, possibilitando manobras e saltos para lá
de radicais.
E pensando em quem inicia no esporte, o local também oferece mais três
sistemas de duas torres com velocidade reduzida, para facilitar os
primeiros passos de quem está tendo seu contato inicial com o wake. Além
disso, coletes e pranchas são disponibilizados, tornando a prática
segura para todas as idades. Os operadores ainda estão disponíveis full
time para fornecer todas as dicas para quem está iniciando.
O aprendizado é feito em horários estratégicos para quem quer dar uma pausa na rotina do seu dia. Foto: divulgação
A escola de canoagem Matero desenvolve em São Paulo, na raia da Cidade
Universitária, aulas para todos os níveis e idades de canoa Havaiana.
Com instrutores que carregam bagagem de conhecimento e prática de
campeonatos internacionais, entre elas 10º lugar na travessia
Molokai-Oahu no Havaí, o aprendizado é feito em horários estratégicos
para quem quer dar uma pausa na rotina do seu dia.
Com turmas iniciante, intermediária e avançada nos horários 2ª a 6ª.
feira das 11h às 12 e 12h30 às 13h30, são usadas as canoas tradicionais
havaianas com seis pessoas. O esporte que permite um desenvolvimento
físico do core (engloba a lombar, pelve, abdômen e quadril), grupo
muscular que garante a sustentação da coluna e do corpo, os músculos
superiores e as pernas, além de ser aeróbico e cardiovascular.
Outra grande característica do esporte é o trabalho em equipe, a remada
ideal é a sincronia dos seis remadores e a concentração. Uma forma muito
eficiente de combater o estresse, já que permite o contato com a
natureza, mesmo sem sair da cidade, a convivência e os indiscutíveis
benefícios do esporte.
A food bike do Armazém do Brownie. No detalhe, os equipamentos da Brigadeiros especiais
Clarissa Stycer*
Nova
moda da gastronomia, as food bikes estacionam a partir desta
sexta-feira no Centro de Niterói, fazendo a festa de quem gosta de novos
sabores. Até o dia 28, oito expositores levam suas delícias sobre as
magrelas para o segundo andar do Shopping Bay Market.
Diferentemente
dos food trucks, em caminhões, não é qualquer comida que se encaixa nas
cestinhas e garupas. No Festival Gastronômico Bike no Bay, as atrações
principais são alimentos já embalados, como doces, tortas salgadas,
escondidinho e saladas no pote. Para Renato Martins, que acabou de
largar a carreira de funcionário público para se dedicar ao Armazém do
Brownie, as food bikes são uma vantagem para o empreendedor.
— A
bicicleta é mais acessível. Para efetivar a marca no mercado, é mais
prático — acredita Renato, de 41 anos, que vai levar para o festival,
além das receitas tradicionais e com recheio de fruta, o novo brownie de
palha italiana.
Festival vai até o dia 28 Foto: Divulgação
Para
dar conta do espaço limitado, um pequeno cenário é montado ao redor da
bicicleta, o que permite que Luana Carosellas, da Delice Doces, traga
seu equipamento para fazer tapiocas na hora.
— Alguns casamentos já estão adotando food bikes — diz a doceira de 25 anos, que testa pela primeira vez o formato.
O shopping vai instalar um totem onde os clientes poderão tirar fotos temáticas.
—
É legal para os expositores terem um ponto fixo. Nós temos um fluxo de
80 mil pessoas por dia — afirma Renata Corrêa, coordenadora de marketing
do Bay Market.
O acesso ao evento é gratuito, e o freguês paga só
pelo que consumiu. Se estiver interessado em incluir a sua food bike no
festival, procure a administração do Bay Market.
Andrea Matarazzo fala sobre alimentos práticos e que garantem a energia necessária durante a prova
A nutricionista Andrea Matarazzo
participou no ano passado do Mundial de Corrida de Aventura no Pantanal.
Foram sete dias de prova que testaram os limites físicos e emocionais
dos participantes.
Além de organizar todos os equipamentos necessários para a competição,
preparar a alimentação para a semana de prova foi um dos maiores
desafios da equipe formada por Andrea, Marcelo Museal, José Luiz Gomes e
Alexandre Gusson.
Além
de organizar todos os equipamentos, preparar a alimentação para a
semana de prova foi um dos maiores desafios da equipe. Foto: arquivo
pessoal
“Nós precisávamos de alimentos que durassem sete dias naquele calor e
umidade do Pantanal, que fossem ‘leves’ para que não pesassem na mochila
e que fossem adequados para suprir e repor nossa necessidade diária de
energia ao longo de toda a semana de prova”, conta Andrea.
Sabendo o que levar, é importante organizar os momentos de alimentação.
“Pelo pouco que sabíamos da prova imaginamos que durante as pernas de
remo seria um bom momento para ingerirmos as fontes de proteína, já que
sua absorção é mais lenta, e como não haveria corredeiras mas apenas
rios, nossa frequência cardíaca ficaria mais baixa não interferindo na
digestão”, explica.
Nas partes de treeking, a equipe teria duas serras para subir então se
organizaram para levar carboidratos de rápida absorção para as subidas
como bala de goma, paçoca, bolinhos naturais, frutas secas, biscoitos
salgados e azeitonas.
“Já na bike, sabíamos que seria areião, a perna de mais desenvolvimento e
velocidade da prova, então levamos a maltodextrina, que não só nos dá
energia como nos ajuda a manter o corpo hidratado, gel de carboidrato e
outros lanches práticos como castanhas e uva passa, jujubas e
azeitonas.”
Outro ponto importante é arrumar as caixas de apoio. Foto: arquivo pessoal
A ideia do time era parar uma vez ao dia para fazer uma refeição. O
cardápio dessas refeições incluía comidas liofilizadas e comidas
industrializadas cozidas no vapor como batata, mandioca, ervilha, milho,
carne seca e frango desfiado.
“Para dar um ‘toque final’ no nosso cardápio pantaneiro, resolvi testar
alguns alimentos feitos em casa colocando-os em uma mini máquina à vácuo
e os deixei dez dias ao ar livre, pegando sol e chuva”, conta Andrea. O
único alimento que resistiu foi o arroz. “Não tive dúvida, fiz duas
panelas de arroz e levei para a equipe toda para comermos nas refeições
com a carne ou o frango e deu super certo.”
Outro ponto importante é arrumar as caixas de apoio. “Organizamos
saquinhos com snacks para 12 horas de prova e sempre levamos de dois a
quatro saquinhos com a porção já pronta de maltodextrina”, explica. Além
disso, cada caixa também continha um saco de bisnaguinha com salame ou
provolone. Segundo Andrea, o provolone não durou os sete dias de prova
mesmo fechado. “Deixar líquidos nas caixas como Nescau pronto, sucos e
isotônicos é essencial principalmente em provas quentes e úmidas em que a
desidratação é uma constante”, afirma a nutricionista.
Mas além da comida, a equipe enfrentou outra grande preocupação durante a
prova: a hidratação. “No início só tinhamos água do rio Paraguai para
beber, uma água escura com gosto não muito agradável, além das gotas de
clorofila das plantas aquáticas que vinham junto, brincavámos que era o
‘suco verde’ do Pantanal.” Os atletas usavam hidrosteril para purificar a
água e pastilhas de hidroelétrolítico para melhorar o gosto e repor os
sais minerais.
“No trekking após a Serra do Amolar a água era sempre translúcida, mas
mesmo assim a sensação de sede era constante. Em alguns momentos
seguimos o conselho do meu treinador Caco Fonseca (Equipe Selva) de dar
um gole e deixar a água na boca durante algum tempo.”
O ciclista de 33 anos sofreu uma grave queda de sua bicicleta durante uma trilha na montanha de Bem Lomond, em Queenstown
- Atualizado em
Kelly McGarry, ciclista neozelandês(VEJA.com/Getty Images)
O
ciclista neozelandês, Kelly McGarry, considerado uma lenda mundial no
circuito de mountain bike, morreu nesta segunda-feira ao sofrer um
acidente em Queenstown, na Nova Zelândia. De acordo com o diário local, Otago Daily News,
McGarry fazia uma famosa e perigosa trilha de mountain bike na montanha
de Ben Lomond quando sofreu uma grave queda de sua bicicleta.
Paramédicos foram mandados ao local de helicóptero, devido ao difícil
acesso da montanha. No entanto, o ciclista de 33 anos já estava morto
quando a assistência médica chegou.
Diversas homenagens foram feitas pela mídia especializada e por
companheiros de profissão. A marca de bicicleta YT Industries -
principal patrocinadora do atleta - resolveu, em uma homenagem de luto,
tirar o site oficial
do ar e colocar uma foto do ciclista em um fundo preto com a seguinte
mensagem: "Há poucos seres humanos iguais a você. Sentiremos sua falta".
Kelly McGarry é um dos pioneiros do freeride, modalidade de mountain
bike em que os atletas fazem trilhas de alta performance e velocidade,
com grandes saltos e manobras. O neozelandês era especialista nesse tipo
de trilha e, em 2013, ficou conhecido mundialmente no circuito após
concluir um backflip (quando o ciclista completa um giro para trás em
seu próprio eixo) de pouco mais de 20 metros de altura na Red Bull
Rampage, maior competição da modalidade. Confira abaixo a incrível
façanha:
Empresa “irmã” da Venturas Viagens, a
Operadora Ybytu (vento, em Tupi Guarani) é a nova empresa 100%
especializada em roteiros de bike pelo Brasil e mundo. Liderada por
Douglas Simões, ex-presidente da Abeta, a empresa completa em maio um
ano de operação. “Iniciamos a operação da empresa em maio, a partir daí
trabalhamos para formatar os produtos e agora, desde o início do ano,
estamos trabalhando a parte comercial da empresa”, explica Simones.
A
ideia nasceu ao andar de bicicleta com o pai aos domingos pela
ciclofaixa em São Paulo. A grande quantidade de usuários e a pouca
oferta de viagens chamou a atenção. “Ali tive um estalo e fui procurar
quais empresas faziam este tipo de viagens, e a maioria era na verdade
um departamento dentro de uma grande agência ou operadora, e todas
empresas voltadas ao segmento de luxo. Minha ideia então foi oferecer
viagens de bike pelo Brasil e mundo a preços acessíveis”, disse o
empresário ao Portal PANROTAS.
Com sede em São Paulo,
anexo ao escritório da Venturas, a Ybytu começa a partir desse mês a
visitar as principais agências de viagens que tenham este perfil.
Segundo ele, não são muitas as empresas que têm esta característica. “Já
temos pensado em um plano de promoção que inclui, é claro, as agências
de viagens”.
PRODUTOS A Ybytu tem em seu
portfólio viagens pelo Brasil e Exterior. No Brasil, alguns roteiros são
operados pela própria empresa, como circuito de Ubatuba a Paraty ou
pelo Brasil, ambas com datas pré-definidas, como no caso do roteiro pelo
litoral de São Paulo e do Rio de Janeiro. “Esta viagem passa pela
Rio-Santos, mas o legal é que vamos margeando a costa através das
trilhas e caminhos por estradas de chão”, explicou. Já o roteiro por
Brasília acontecerá todos os finais de semana. “A capital é plana e
favorece muito a prática do ciclismo. É muito interessante conhecer os
principais pontos turísticos de lá de bike”, garantiu.
Além
destes roteiros, a Ybytu trabalha com viagens de duas rodas para Chapada
dos Veadeiros, Chapada Diamantina, Serra Catarinense, entre outros
destinos no Brasil. No Exterior, a empresa pretende trabalhar com
Santiago de Compostela (Espanha), Bélgica (com direito a tour
cervejeiro) e Cordilheira dos Andes, entre outros.
“Existe desde o
tour para o ciclista iniciante, básico, até para quem tem mais
experiência. Temos também opções mais simples a mais sofisticadas, mas
independentemente da escolha sempre terá um carro de apoio acompanhando
os ciclistas ou para levar as bagagens para os próximos hotéis.”
Segundo
ele, é possível o ciclista levar sua própria “magrela” ou pegar uma lá.
“Isso é muito particular de cada ciclista. Tem aquele que não troca seu
assento por nenhum outro, tem aqueles que preferem levar o aro. Mas o
que vale destacar é que 90% das companhias aéreas entendem bicicletas
como bagagem, então não é preciso pagar excesso”, concluiu.
Aposentada de Itajubá-MG se surpreende ao levar o primeiro lugar na categoria dela depois das provas de 5, 10, 21 e 42km nos parques de Orlando, nos Estados Unidos
Por Igor Christ
Rio de Janeiro
Medalhas e mais medalhas: Clarice exibe com muito orgulho as conquistas na Disney (Foto: Arquivo)
O Desafio do Dunga reuniu participantes do mundo todo para as quatro
provas em quatro dias seguidos pelos parques da Disney, em Orlando, nos
Estados Unidos, na última semana. Uma brasileira de 70 anos mostrou
vitalidade ao correr o total de 78km (5km, 10km, meia maratona e
maratona) e conquistar o primeiro lugar na categoria dela (70 a 75 anos)
nestas distâncias. Moradora de Itajubá, no sul de Minas Gerais, a
aposentada Clarice Magalhães se surpreendeu com os resultados.
-
Sinceramente, eu não esperava isso. Me preparei para correr quatro dias,
mas tinha dúvida se conseguiria completar o desafio. Nem sabia que
existia uma classificação por categoria. Foram as melhores provas que já
fiz. Até agora não acredito que fiquei com o primeiro lugar - contou.
O
quadro geral de classificação do desafio mostrou também como foi o
desempenho dela em cada uma das provas. Na de 5km, ela cruzou a linha de
chegada em 29m10s, na de 10km em 1h04m17s, na de 21km em 2h14m19s e,
para fechar a participação, os 42km após 5h09m25s.
A aventura de Clarice na Disney: suor, diversão e muitas medalhas conquistadas (Foto: Arquivo)
-
Curiosamente, a prova que mais senti dificuldade foi a primeira de 5km,
pois não estava muito bem. A maratona foi uma festa. Parei várias vezes
para tirar foto com personagens da Disney e amigos. Quando colocava as
medalhas era uma emoção difícil até de descrever. Não segurei as
lágrimas. Somente quem corre pode entender o que é terminar uma prova
como essa - afirmou.
Clarice, que trabalhava como enfermeira,
disse que começou a correr em 2003, completando a primeira prova oficial
apenas um ano depois. A prática esportiva a ajudou a emagrecer 10kg e
ganhar saúde. Ela conta que os exames estão em dia, foi liberada pelo
cardiologista e que não usa mais remédios. Na rotina semanal, a atleta
faz musculação e corre de três a quatro vezes.
- A corrida
entrou na minha vida por curiosidade. Morava em Santos e via pessoas
correndo na praia. Gostei daquilo e deu no que deu. No bairro onde moro,
treinava com um grupo que quis conferir de perto a minha paixão pela
corrida. Costumo dizer que o meu psicólogo é o asfalto. Antes da correr,
tinha dor de cabeça constante e agora não sinto mais nada. Além disso,
acho que estou despertando interesse nas pessoas da minha cidade para
terem saúde - explicou.
De repouso após a aventura na Disney,
Clarice pretende seguir treinando, mas não pensa mais em disputar
provas. Agora, ela quer incentivar a vida saudável e influenciar ainda
mais gente.
- A mensagem que posso passar é de que quem está
sedentário deve deixar o sofá e fazer um teste. Somente assim pra
entender a transformação no corpo, na cabeça e na vida - encerrou.
Clarice se diverte com os personagens da Disney durante a corrida e garante primeiro lugar na categoria (Foto: Arquivo)
A Barraca Siesta4 é mais uma novidade que surge no
segmento outdoor. Na verdade ainda é um projeto, mas que já está em vias
de se tornar realidade. E se você quiser pode até dar um empurrãozinho
para ela entrar no mercado de vez!
A revolução que ela propõe é acabar com os problemas de excesso de aquecimento e luz externa
dentro da barraca! Ela foi pensada para, entre outras situações, ser
usada em festivais de música ou qualquer outra ocasião onde o campista
queira continuar dormindo manhã a dentro (ou tarde a dentro) sem ter que
acordar pelo calor ou luminosidade na barraca. Especialmente para
aplacar essa questão do calor esse modelo cairia como uma luva aqui no
clima quente do Brasil, não é mesmo!
Quem traz essa inovação é a empresa americana Outback Logic. Confere abaixo mais informações!
Confira abaixo as principais características
Bloquear a passagem de Luz e Calor
A Barraca Siesta4 possui um sobreteto super reflexivo que bloqueia
raios ultra-violetas, calor e a luz. O tecido é um poliéster único,
desenvolvido pela própria empresa para garantir sua máxima eficiência.
Além disso o tecido também é impermeável, obviamente! Todas as entradas
(janelas e portas) possuem “porta dupla”, com tela de mosquiteiro e
fechamento em zíper do tecido que faz o bloqueio da luz. É tudo pensado
para você não ter vontade de sair do saco de dormir…
Incentivar a circulação de ar
Mas o grande destaque desse modelo fica nos dois ventiladores que
pode ser “instalados” na estrutura da barraca. São ventiladores super
silenciosos de 8 polegadas que ficam na parte do “teto” para fazer o
resfriamento quanto as portas estiverem fechadas. Ele puxa o ar externo
(por meio de uma abertura no sobreteto) e joga para dentro da barraca. A
energia para o funcionamento dos ventiladores é por uma porta de USB, é
possível conectar ele ao seu celular, tablet ou notebook por exemplo.
Os ventiladores ficam presos por meio de zípers, um em cada lateral da
barraca.
Além dessa questão dos ventiladores ela também conta com duas portas,
um de cada lado, que podem ser abertas criando um corredor de ar. A
ideia é promover a circulação de ar quando as portas estiverem
abertas. E ela ainda possui 6 pequenas janelas (de ventilação) que
também facilitam a troca de ar.
Segundo os fabricantes a ideia é não só fazer um ambiente agradável
no verão mas também no inverno quando o ar precisa sair para fora da
barraca para não gerar condensação interna.
Você vai entender melhor um pouco do que falamos vendo as fotos e vídeos mais abaixo.
Instalação e funcionamento do ventilador
Outras características
A Siesta4 é um iglu para 4 pessoas. Estruturalmente é um modelo
parecido com outras barracas que existem no mercado e é bem fácil de
montar. As varetas são em alumínio e há diversos pontos de fixação,
segundo a empresa o suficiente para dar uma ótima resistência para
ventos e temporais.
Esse modelo, além das portas, possui avanços super espaçosos, em cada
uma das duas portas. Tudo isso pesa 8 kg, mas obviamente que o público
alvo dela não é montanhistas, nem nada assim, bem pelo contrário! É uma
barraca para quem tem um nível mais exigente de conforto.
Dê uma olhada na imagem abaixo para entender melhor como é a estrutura da barraca:
Preços e doações para o projeto
Então, pronto para encarar uma noite de camping mais longa? Se você
curtiu o projeto, você pode contribuir com ele, doando a partir de $ 1 dólar. Mas se você tiver “sobrando” para desembolsar um pouco mais, a partir da doação de $ 315
você “ganha” o modelo mais simples da barraca, sem os ventiladores, que
será remetida (a princípio apenas para os Estados Unidos) a partir de
abril/2016. Saiba mais sobre preços e doações no Página da Siesta4 no Kickstarter.
Se você não mora nos Estados Unidos e quiser fazer essa doação generosa
para receber a barraca, antes entre em contato com a empresa e
informe-se sobre valores de frete para envio para o Brasil.
Mais informações
Muitas outras informações detalhadas e técnicas sobre o produto,
sobre os materiais, projeto, fotos, etc. podem ser encontradas também
na Página da Siesta4 no Kickstarter, mas tudo em inglês!
Jogos de Aventura acontece de 12 a 15 de novembro e é uma realização da Prefeitura de Corumbá
Myllena de Luca
Capital News
Pantanal Extremo
As inscrições para o Pantanal Extremo, Jogos de Aventura, abre o
segundo lote para inscrições amanhã, segunda-feira (12) a partir das
13h. As inscrições do primeiro lote começaram no primeiro dia de
outubro.
Aproximadamente mais de 300 vagas já foram preenchidas. No ano
passado, foram 250 vagas no ciclismo. Este ano subiu para 300 e ainda
assim muitas pessoas ficaram de fora.
Na categoria Sport (65 quilômetros de percurso) o valor é de R$
70. Na Pró (102 km) o investimento é de R$ 120. Os valores podem ser
recolhidos em boleto bancário ou no cartão de crédito. No ato da
inscrição, o competidor precisa informar os dados pessoais, além de um
endereço de email ativo e telefone de contato para eventual emergência.
Pantanal Extremo Jogos de Aventura acontece
de 12 a 15 de novembro e é uma realização da Prefeitura de Corumbá em
parceria com a Liga de Esportes de Corumbá (LEC), o Exército Brasileiro,
por meio da 18ª Brigada de Infantaria de Fronteira, e da Marinha do
Brasil, por meio do 6º Distrito Naval.
Marco Amselem conheceu o esporte em 2006 e hoje é membro da Vidaraid, equipe líder do campeonato mundial. "Foi amor à primeira vista. É indescritível".
Ficar dias sem dormir, enfrentar adversidades e animais
selvagens, subir e descer montanhas. Companheirismo, espírito de equipe,
paciência e conhecimento em primeiros socorros. Encarar a morte de
perto. Dez anos atrás, Marco Amselem, de 30 anos, não imaginava que
passaria por tudo isso e viria a ser integrante da Vidaraid, equipe
líder no
ranking do mundial de corrida de aventura. Em 2006, ele participou da
primeira
prova e nunca mais parou.
-
Foi amor à primeira vista. Tivemos várias adversidades. Eu
cheguei esgotado, não conseguia nem falar. Mas vivenciei um sentimento
que me preencheu imensamente. E sinto ele até hoje toda vez que cruzo a
linha de chegada.
Trabalho
em equipe é um dos principais aspectos da corrida
de aventura. Graças a esse espírito, Amselem se salvou de um grave
acidente
durante uma prova no Alasca, em julho. Ele caiu em uma fenda glacial de
aproximadamente 7 metros de altura e deslocou um braço. Foram horas de
sofrimento até o resgate chegar e a Vidaraid precisou abandonar a prova.
Para ele, foi um dos momentos mais difíceis que enfrentou em uma prova.
(Assista ao vídeo)
- Em corrida de aventura não existe
individualismo, sempre pensamos nos quatro integrantes para tomar qualquer
decisão. Minha equipe fez um belo trabalho me segurando e impedindo que eu
continuasse caindo. Tive muita sorte também de ter outra perto que ajudou a me
tirar da fenda. A gente continuou mais algumas horas até um refúgio e lá
ficamos até a manhã seguinte, à espera do helicóptero.
Passar dias sem comer direito, dois a três dias sem dormir, gastando energia e sentindo diferentes
dores no corpo abalam o emocional.
Por isso, paciência, compreensão e autocontrole são qualidades necessárias para
participar de corridas de aventura.
- É importante ser flexível e compreensivo. Não levar nada
para o pessoal durante os momentos difíceis que a equipe enfrenta. Todos os integrantes
passam por altos e baixos, ninguém consegue se sentir bem o tempo todo.
O titular da Secretaria Municipal de
Esporte e Lazer (Semel) esteve reunido, nesta segunda-feira (31), com
representantes da Gerência Regional do Revazamento da Tocha Olímpica,
que apresentaram novidades e detalhes sobre como Maceió deve se preparar
durante o período de cidade celebração – como ficaram conhecidos os
municípios onde a tocha vai pernoitar. Um dos principais pontos de
discussão tratou da participação dos maceioenses no processo de escolha a
possíveis candidatos para carregar a tocha em vias públicas em data e
rota oficiais a serem definidas pelo Comitê Olímpico.
“Foi uma reunião de esclarecimentos a
respeito de normas e cuidados que vamos ter que adotar para que nossa
Maceió esteja ainda mais bela para receber a passagem do fogo olímpico,
além da importância dos maceioenses acessaram os sites dos
patrocinadores para saber como participar da seleção dos condutores da
tocha na capital”, disse Moura.
Apesar de ainda não ter uma definição do
número de quantas pessoas serão selecionadas, o gerente regional Rian
Maia reforçou o pedido de engajamento dos maceioenses, pois o prazo para
inscrições se encerra no dia 15 de outubro e a escolha dos candidatos
compete aos patrocinadores.
Secretário Antônio Moura com representantes da Gerência Regional do Revazamento da Tocha Olímpica Foto: Ascom Semel
“Cada patrocinador tem um critério de
escolha. O mais importante é que a população esteja engajada e se
inscreva o quanto antes”, adiantou Maia. Matematicamente, quanto maior
for o quantitativo de inscrições na cidade, maiores as chances de serem
selecionados moradores de Maceió.
Caso as inscrições sejam insuficientes
para a avaliação dos patrocinadores, condutores virão de outras cidades.
“É justamente esse cenário que não gostaríamos de ver, por isso deixo o
pedido para que todo o maceioense possa acessar os sites já na torcida
para ser escolhido”, completou Moura.
Os requesitos variam conforme
estabelecem os patrocinadores obedecendo a proposta de cada um deles. E
mais: não podem participar menores de 12 anos de idade, cidadãos eleitos
pelo voto popular no exercício de funções políticas ou pessoas com
antecedentes criminais. Fique atento, pois sendo criteriosa, a seleção é
temática: o interessado deve fazer entender a proposta do patrocinador e
seguir a defesa da candidatura seguindo os princípios estabelecidos
pelas três empresas, são elas e respectivos sites:
Também participaram da reunião o diretor
de Operações de Trânsito da Superintendência Municipal de Transportes e
Trânsito (SMTT), Carlo Calheiros e o assessor técnico da Semel, Daniel
Costa, além do Gerente Regional Filippo Faria.
Expansão das ciclovias em São Paulo aumenta faturamento de pequenos negócios envolvendo bicicletas
Por Natália Mito
Não faz muito tempo que usar bicicletas como meio de transporte em São
Paulo era visto como coisa de meia dúzia de loucos aventureiros. Mas
esse cenário vem mudando. Com a implantação de ciclovias na cidade as
bikes vêm se tornando uma alternativa tanto para quem busca um momento
de lazer aos domingos, quanto para quem não aguenta mais ficar parado
horas no trânsito caótico de SP.
Com a expansão das ciclovias em SP, os chamados bike cafés, muito comuns na Europa, vêm ganhando espaço no Brasil. Foto: KOF / Divulgação
Segundo a Associação Brasileira dos Fabricantes de Motocicletas,
Ciclomotores, Motonetas, Bicicleta e Similares (Abraciclo), cerca de 300
mil magrelas circulam pela cidade diariamente. Aos fins de semana, o
número sobe para 550 mil.
Atualmente, a CET (Companhia de Engenharia de Tráfego) aponta que a
cidade conta com uma malha cicloviária de 307,4 km, e, se depender dos
planos da prefeitura, serão entregues 400 km até o fim de 2015.
Essa mudança de concepção não mobilizou apenas ciclistas antigos e
novatos, como também empresários, que estão de olho nessa nova tendência
do público. Para o vice-presidente da Abraciclo, Eduardo Musa, o
desenvolvimento da mobilidade urbana está transformando o perfil do
usuário de bicicleta e, consequentemente, movimentando o mercado voltado
para esse setor. "São pessoas que compram bicilcletas para uso em lazer
e pequenos percursos, como ida e volta da academia", explica.
Além da venda de acessório de bicicletas e funções de oficina,
chuveiro, cafés temáticos, estacionamento para bikes e roupas
especializadas são alguns dos serviços disponíveis para os ciclistas
urbanos.
Bike café é ponto de encontro de ciclistas
O King of The Fork funciona como um ponto de encontro e espaço para convivência entre ciclistas Foto: KOF / Divulgação
Os chamados bike cafés, muito comuns na Europa, estão conquistando o
público brasileiro. Os sócios Camila Romano e Paulo Filho escolheram o
bairro de Pinheiros para abrir, em junho de 2014, o King of The Fork, um
ponto de encontro e espaço para convivência entre ciclistas. O KOF,
como foi apelidado, funciona de segunda a sábado, das 10h às 20h. Além
de ser um café temático, também vende acessórios e transmite corridas de
bike.
A ideia de empreender surgiu da necessidade de um novo estilo de vida.
Camila e Paulo se conheceram pedalando e abandonaram o emprego
tradicional em busca de mais qualidade de vida.
Camila conta que a inauguração das ciclovias não só incentivou muita
gente a começar a pedalar, como também influenciou no crescimento do seu
negócio. "Imaginamos que o movimento de ciclistas aumentou uns 25% o
movimento do café e da nossa lojinha de acessórios", estima.
Não ter onde tomar banho não é desculpa
O espaço Aro 27 conta com um estacionamento para bikes, chuveiros, lojinha, oficina e café Foto: Aro 27 / Divulgação
O conceito europeu também é aposta do ciclista Fabio Perillo Samori.
Após morar dois anos em Edimburgo, na Escócia, e usar a bicicleta como
principal meio de transporte, o biólogo voltou para o Brasil com a ideia
de trazer para sua cidade um espaço dedicado ao ciclista urbano. Nasceu
assim, em 2013, também na região de Pinheiros, o bike café Aro 27.
O grande diferencial do estabelecimento é o Park and Shower, um
estacionamento com chuveiro. Como a maioria das empresas não
disponibiliza vestiários aos funcionários, muitos evitam fazer o trajeto
de bike, afinal, ninguém quer chegar no trabalho todo suado. Esse
também era um problema de Fabio, que se sentia desconfortável por não
chegar 'apresentável' nas reuniões de negócios, por isso a ideia de um
espaço que facilitasse a vida dos ciclistas nesse sentido.
Pagando R$ 9,90, o cliente pode deixar sua bike estacionada e ainda
tomar um banho. O espaço também fornece armário, sabonete líquido,
toalha, secador de cabelo e até chapinha para as mulheres.
Com um investimento inicial de R$ 350 mil e um faturamento médio mensal
de R$ 50 mil, o estabelecimento também tem uma área de café, uma
lojinha com acessórios específicos e uma oficina, que, de acordo com
ele, responde, atualmente, pelo maior faturamento da casa.
Após morar dois anos fora do país e usar a bicicleta como
principal meio de transporte, o biólogo Fabio Perillo Samori trouxe para
o Brasil um espaço dedicado ao ciclista urbano. Foto: Aro 27 / Divulgação
Para o proprietário, esse crescimento aconteceu devido ao boom de
ciclovias em São Paulo. "Com a ampliação das ciclovias, muita gente
pegou aquela bike encostada em casa há um tempo. Antes de comprar uma
nova, ele [o novo ciclista] vai tentar usar a antiga, logo, os serviços
na oficina aumentam", explica Fábio.
O ciclista também ressalta que a medida da prefeitura incentiva muito
mais gente a trocar o carro pela bike. "Hoje em dia é muito frequente
ouvir um cliente contando que trocou o carro pela bike, ou que vendeu o
carro para comprar uma bicicleta, por ter uma ciclovia perto de casa.
Isso [a medida] vem para possibilitar o uso de bikes nas ruas e elevar a
qualidade de vida da maior parte da população", diz.
Roupas que inibem o mau cheiro? Sim!
As peças para ciclistas da marca Velô são feitas com fibras
sintéticas, que são mais leves, não amassam e permitem a entrada de ar. Foto: Velô / Divulgação
Também pensando nas necessidades do ciclista urbano, a jornalista Nina
Weingrill, sua mãe Claudia Pereira Weingrill e a estilista Camila
Silveira criaram uma marca de roupa que inibe o mau cheiro.
Velô foi inaugurada em agosto de 2014 e também está aproveitando essa
nova tendência. "Eu costumo dizer que foi sorte, não tínhamos ideia de
que fosse acontecer esse boom, foi mais uma vontade nossa de fazer algo
diferente. Hoje em dia, há um crescimento de procura pelo produto, não
só de clientes locais, mas também lojistas e clientes de fora", diz
Camila.
As peças, que custam em média R$ 200, são feitas com fibras sintéticas,
que são mais leves, não amassam e permitem a entrada de ar. Além disso,
a composição do tecido também tem proteção contra raios solares
(ultravioleta) e acabamento bacteriostático, que inibe a proliferação
das bactérias e o mau cheiro causado pelo suor.
Com um investimento inicial de R$ 100 mil (mais taxas), a empresa
espera ter um crescimento de 30% até o fim deste ano, segundo a
empresária.
Entrega sustentável
O avanço da cultura das bikes como meio de transporte também pode
ajudar negócios relacionados a outros segmentos. A WebECOmendas, fundada
em 2012, é uma empresa e-commerce sustentável que usa a bicicleta para
fazer suas entregas.
Vagner Tostes, um dos proprietários, explica que as ciclovias
contribuem para a produtividade do seu empreendimento. "Se antes
fazíamos 17 entregas por dia, esse ano, especialmente a partir de março,
o número subiu para 35 em seis horas de trabalho", aponta Tostes.
Em um dia de folga de competições, um grupo de ciclistas
brasileiros resolveu explorar a cidade em um treino pelas ruas de
Toronto. Só que o grupo de atletas acabou pegando um caminho em que
bicicletas não são permitidas, o que causou algum transtorno na
cidade-sede dos Jogos Pan-Americanos.
Segundo a rede de notícias
CBC, os brasileiros saíram da Vila que abriga os atletas nos Jogos e
acessaram uma rodovia próxima. A movimentação chamou a atenção de alguns
moradores da cidade, que acionaram a polícia por conta do tráfego que o
treino estava gerando.
Os oficiais informaram a CBC que a
abordagem foi tranquila e que os nove brasileiros explicaram que não
sabiam que o trânsito de bicicletas não era permitido no local. A
polícia ainda teria orientado o grupo sobre outras rotas da cidade em
que as pedaladas são permitidas, para que futuros treinos pudessem
acontecer sem sustos.
A polícia acrescentou que não registrou
nenhuma ocorrência por conta da cooperação dos brasileiros, que
prometeram não repetir a infração. A CBC não informou os nomes dos
atletas que estavam treinando.